O esforço pela causa de Deus

Não sei se por má fé ou por ignorância há algum tempo a mídia ocidental tem usado o adjetivo jihadista para se referir a terroristas, e maometanos para se referir aos muçulmanos. Em alguns casos fica claro a intenção em atingir os seguidores do Islam de forma negativa.

O substantivo Jihad, traduzido erroneamente como gerra santa, foi ensinado pelo profeta Muhammad (que a paz esteja com ele) como esforço pela causa de Deus, o que certamente exclui atentados terroristas, bem como qualquer tipo de violência praticada contra pessoas que professem outras religiões.

Islam é uma palavra árabe que deriva de salam, isto é paz, e seu significado é submissão de livre e espontânea vontade a Deus. Os seguidores do Islam são os muçulmanos, cujo significado é crente. Portanto chamar  muçulmano de maometano dá a falsa conotação  de que estes são adoradores de Maomé, o que não é verdadeiro, uma vez que os muçulmanos só adoram a Deus Único e, Allah não é o Deus dos muçulmanos, e sim a palavra árabe que significa Deus.

Para quem conhece minimamente a religião islâmica sabe que não existe o conceito de guerra santa. O profeta Muhammad (s.ws) deixou em seus ensinamentos dois conceitos de jihad, o grande e o pequeno jihad.

O primeiro se manifesta seguindo os  princípios  dialéticos, segundo os quais tudo se movimenta, tudo se transforma e tudo se relaciona. Esta luta se dá no aspecto físico, quando milhões de células do nosso corpo nascem e outros milhões morrem, assim o corpo está sempre se renovando. No aspecto metafisico é a luta travada entre o espirito e a matéria.

Sendo o desejo uma inclinação do corpo e, a vontade uma deliberação da razão, podemos traduzir o grande jihad como a luta permanente entre a razão e o instinto.

A obediência a Deus e aos ensinamentos do profeta, levam o crente  fazer uso da razão, dominando seus instintos num esforço continuo pela causa de Deus. Sendo esta causa: promover a justiça, a paz, praticar o bem, a caridade, o amor e o respeito ao próximo.

Quanto ao pequeno jihad, que é a gerra propriamente dita só se aplica em caso de defesa, ou seja caso o povo muçulmano esteja sendo atacado e também se estiver sendo impedido de praticar sua religião, como foi o caso do episódio conhecido como a revolta dos malês acontecido em Salvador -BA, no ano de 1835.

Os atentados que acontecem pelo mundo atualmente são por motivos políticos, nada tendo a ver com a a religião islâmica. Seu autores são sim muçulmanos, mas há que se separar o Islam como doutrina religiosa e os seus falsos seguidores.

A maioria dos países onde há conflitos são de sociedades tribais, cuja a ausência de partidos políticos e da sociedade civil organizada acaba facilitando o surgimento de grupos radicais que lutam para assumir o poder.

Claro que não há santos nestas guerras, mas grande parte da responsabilidade e culpa por elas estarem acontecendo cabe as potências imperialistas, que protegem aliados tiranos, a maioria corruptos que oprimem e massacram o povo tirando-lhes o direito de usufruir das riquezas do país.

Independentemente das aleivosias assacadas contra o Islam e contra os muçulmanos, o Islam continua sendo a religião que mais cresce no mundo e, aqueles que tornam-se muçulmanos com o firme propósito de servir a Deus, saberão sempre distinguir a verdade do erro e continuarão empreendendo seus esforços na luta pela causa de Deus.

Autor: Ivam Galvão
E-mail: ivamgalvaopoa@gmail.com





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