Cadê o meu país?

Tenho a impressão que no Brasil de hoje tudo é permitido. Na política a corrupção corre livre e solta, por mais que prenda gente, tem sempre alguém que acredita na impunidade. Em período de campanhas eleitorais homens e mulheres vestidos em roupas de grife aparecem na televisão prometendo mundos e fundos para o eleitor incauto. Outra característica marcante nos políticos brasileiro é a mentira.Todos mentem. Normalmente são pessoas sem carisma produtos de marqueteiros pagos a peso de ouro.

O povo assiste perplexo um verdadeiro festival de hediondez, onde a honra  deu  lugar a devassidão, a virtude deu  lugar ao vício e, a ética em desuso, foi  violentamente arrastada pela enxurrada das  obscenidades.

A extraordinária inversão de valores  que campeia na sociedade atualmente beira as raias do absurdo. Tudo parece estar de cabeça para baixo. Perde-se a noção do certo e do errado. Pessoas honestas são tidas como tolas. Jovens que não usam drogas são más companhia. Moças castas  são consideradas idiotas que não sabem aproveitar a vida.

Vivemos a cultura do mau gosto. A boa musica deu lugar ao Funk. A boa educação e o cavalheirismo caíram de moda. A  poesia que antes frequentava  ruas, praças e escolas, agora foi substituída pela violência.

Para quem, como eu, que pertence à geração dos anos dourados, que viveu os anos de chumbo do primeiro ao último dia, que ouvia bossa nova no radio de pilha, que viu o surgimento de grades nomes da música popular brasileira nos antigos festivais da Record. Que viu o surgimento da tropicália. Que no futebol foi a última geração a ver Pelé disputar a sua última Copa do Mundo. Que na política conheceu  homens como: Tancredo Neves, Ulisses Guimarães, André Franco Montoro, Mario Covas e tantos outros, A  geração que viu chegar o tablet e o Smartfone, agora  está se sentindo como um peixe fora d’água, perdeu suas aspirações, não viu chegar o país do sonhos e, só tem como perspectiva de futuro a catástrofe ambiental. É desolador!.

Bem, mas como o futuro sempre se desloca e só existe em nossa imaginação, o que temos no presente é um país desgovernado, um Congresso transformado num covil de corruptos, um judiciário cheio de vícios e, como agravante, temos a  parte Macunaima arraigada na nossa elite dirigente.

Autor: Ivam Galvão
E-mail: ivamgalvoapoa@gmail.com


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