O mangueirão na política brasileira

Desde o começo deste segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o povo brasileiro assiste perplexo e indignado as trapalhadas que acontecem em Brasilia. Claro que os malfeitos no poder executivo são muito mais expostos do que nos demais poderes, mas isto não significa que eles não aconteçam.

Hoje o país está à  deriva. Um governo enfraquecido, uma presidente honesta, mas completamente desprovida de qualquer aptidão política e capacidade para governar um país com os problemas e desafios como o Brasil.

O Congresso Nacional,um pilar importante da democracia, está completamente contaminado pela corrupção e outros vícios e, há muito deixou de representar os anseios do povo brasileiro, onde muitos parlamentares se tornaram verdadeiros despachantes de seguimentos econômicos ou representantes de categorias profissionais como: delegados, policiais militares, bombeiros etc. Temos ainda um judiciário que além de partidarizado, é ,capenga, burocrático, arcaico, que dificulta o acesso à justiça e faz com que esta fique morosa.

É comum que os homens lutem mais pelos seus interesses do que pelos seus direitos e, isto fica claro no imbróglio que envolve o governo da presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha - e a oposição “neoudenista” capitaneada pelo PSDB, que se engalfinham numa luta surda com o único interesse  de se manter ou conquistar o poder.

Em Brasília, por trás de biombos, está sendo negociado um vergonhoso acordo entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha cujo o objetivo é a manutenção dos mandatos de ambos. Pelo acordo Cunha não dará prosseguimento ao processo de impeachment contra Dilma e o PT e o governo barram o processo contra Cunha no Conselho de Ética da Câmara onde o PT e o governo têm a maioria dos votos.

A pergunta é: o que fazer  diante de tanto descalabros? Acontece que os políticos que ocupam cargos no executivo e no legislativo não caíram lá de pára-quedas, foram eleitos em eleições livres e democráticas. Então por que será que a maioria dos eleitos não demonstram nenhum comprometimento com a ética?

A verdade é que no Brasil de hoje para todos os cantos que olhamos enxergamos a corrupção, o abuso de poder, as falcatruas e malfeitos de toda ordem. A  política brasileira se assemelha  a  um grande mangueirão onde os políticos, como porcos, chafurdam na lama da corrupção.

É comum ouvirmos pessoas dizerem que não gostam de discutir política ou religião. Não discutir religião é salutar, pois religião não se discute, se respeita, mas política deve sim ser sempre discutida, pois aquele que não gosta de política deixa seu destino nas mãos dos gostam. Saúde, educação, emprego, transporte, habitação e tantas outras coisas que fazem parte de nossa vida cotidiana são decididas por políticos e pela política. Assim enquanto a população dorme em berço esplêndido os maus políticos vão se locupletando .

Apesar de a ética estar meio em baixa na nossa sociedade seria interessante que as pessoas de bem se interessassem mais por política, pois alguém precisa salvar o pedaço de terra limpa que ainda sobra.

Benjamin Disraeli ex- primeiro ministro inglês no século XIX cunhou uma frase lapidar para os tempos atuais; “é o momento de os homens de bem terem a mesma audácia dos patifes”. Talvez com a atitudes mais concretas dos vestais  que só reclamam o Brasil daria um grande salto de qualidade e,  se transformaria  na grande potencia do futuro que nos prometeram no passado.

Autor: Ivam Galvão 
E-mail: ivamgalvaopoa@gmail.com

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