A mãe de todas as reformas

O tema reforma política virou um assunto recorrente entre especialistas e pessoas que discutem política. A discussão sobre a reforma começou na década de 1990 para tentar reorganizar as normas políticas-eleitorais que não foram alcançadas pelo poder Constituinte de 1987/88.

Após as manifestações de junho de 2013, a presidente Dilma Rousseff, numa manobra atabalhoada, por orientação de seu marqueteiro  prometeu ao povo que iria convocar uma Assembléia Constituinte para fazer as reformas políticas.Talvez alguém tenha esquecido de avisar a presidente que isto seria atribuição do Congresso Nacional.

De lá pra cá nas rodas de políticos, nos corredores da Câmara e do Senado Federal, nas conversas em restaurantes chiques ou no boteco da esquina o assunto está na ordem do dia.Cientistas políticos de padaria e intelectuais de orelha, falam sobre a reforma política como verdadeiros estudiosos do assunto, muitas vezes citam até outros países como exemplo, mesmo só tendo no currículo  uma viagem até Quexeramobim.

A reforma política é um assunto que interessa a toda sociedade> O debate não pode ficar restrito a especialistas em salões palacianos.Tem mesmo é que ocupar as ruas, nos botecos, tem de fazer parte da liturgia dos cultos nas igrejas, tem de ir para as escolas, para as entidades populares, nas Câmaras de vereadores e nas Assembléias estaduais..

Alguns setores da sociedade civil, como; OAB, CNBB e alguns sindicatos estão mobilizados, colhendo assinaturas e fazendo proposta para a reforma.
A Câmara dos deputados constituiu  uma Comissão Especial para analisar propostas sobre o  tema reforma política.

O relator da comissão, deputado Marcelo Castro do PMDB -PI, já admitiu colocar em seu relatório temas como: fim da releição para cargos executivos, proibição de coligações nas eleições proporcionais, coincidência das eleições em todos os níveis inclusive para o Senado, voto distrital misto, mandatos de cinco anos, financiamento misto de campanha, cláusula de desempenho para os partidos ( cláusula de barreira),.Tudo isso está no campo das propostas, até virar lei vai um longo caminho,
O Senado aprovou a emenda  apresentada pelo senador José Serra, que cria o voto distrital nos municípios com mais de 200 mil eleitores, a emenda agora segue para a Câmara e deve ser votada em dois turnos se aprovada irá para a sanção presidencial.

A reforma políca é a mãe de todos as reformas, sem ela continuaremos patinando em mudanças cosmética.É preciso coragem para enfrentar alguns tabus. É preciso que a sociedade civil organizada se envolva mais, assim talvez nossas gerações futuras terão a democracia mais firme e consolidada!



Autor Ivam Galvão

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