A esperança corroída

Nestes últimos tempos meu espirito foi tomado por um enorme sentimento de tristeza, a bem da verdade, não  por aquela tristeza dos poetas que  imprimem vida aos versos, mas daquela que aumenta o pessimismo e corrói a esperança.  Os anos que me pesam aos ombros me fizeram entender que a vida não feita só de alegrias e nem só de tristezas, mas, a violência que aumenta em profusão pela mundo afora, os dias de tristeza superam os dias de alegria. É algo assim que dói na alma, se é que alma sente dor.

A violência é algo que  sempre se fez presente na história da humanidade. Gerras de conquistas, guerras religiosas, seja lá  os motivos alegados as guerras sempre aconteceram e continuam acontecendo e, a cada dia o homem inventa um modo mais sofisticado de matar. Talvez o que assuste mais nestes tempos de tecnologia avançada é que a violência das guerras e dos conflitos são mostradas em tempo real. Algoses exibem suas vítimas e fazem questão mostrar ao mundo a maneira violenta, fria e covarde com que matam pessoas inocentes, ao vivo e em cores.

Na Asia, na Africa,na Europa e nas Américas grupos armados espalham ódio, medo e terror, tirando vida de inocentes. O agravante é quando a violência parte de alguns Estados ou de seus prepostos. Anualmente, aproximadamente, perto de 100 mil pessoas são mortas em conflitos no mundo. O continente com maior número de conflitos e guerrilhas é a Africa, onde crianças a partir de 6 anos de idade já empunham armas de grosso calibre. A arma mais  popular em conflitos no mundo inteiro é o famoso AK47,mais conhecido como Kalashnikov, de fabricação russa.

O intrigante é que nos países onde existem os conflitos mais violentos não há fabricação de armas, sendo estas importadas de países como Estados Unidos, China e Russia. A pregunta que não quer calar é a seguinte: como esses movimentos terroristas desses países conseguem adquirir armas tão poderosas? Quais são os países responsáveis pela fabricação e exportação de armas no mundo?
Estados Unidos, China e Russia são os maiores fabricantes e exportadores de armas do mundo, e os maiores importadores são Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos e, coincidentemente os conflitos mais violentos do mundo ocorrem exatamente no Oriente Médio.

Mais entristecedor é a situação no Brasil. O recrudescimento da violência deixa a população assustada. Por aqui morre mais gente por ano do que  nos países em guerra pelo mundo. Na grandes capitais as pessoas são vítimas de bandidos e também da polícia. As polícias brasileiras estão entre as que mais matam no mundo, No Rio de Janeiro em quatro dias 4 pessoas foram mortas por balas perdidas, entre elas um menino de apenas 10 anos de idade. Todas elas, segundo a polícia, foram atingidas quando esta trocava tiros com marginais. A desculpa nestes casos é sempre a mesma.

Bem, embora eu esteja triste por tudo isso que vejo acontecer, não significa que chegamos  no final da linha, afinal a esperança apesar de corroída é a única que renasce!

Autor:  Ivam Galvão

Comentários