Seria cômico se não fosse trágico

A ironia é uma figura de linguagem muito recorrente na literatura. Talvez um dos brasileiros que usou desse instrumento em suas crônicas foi foi Machado de Assis. Este tinha um jeito muito peculiar ao ironizar os poderosos de sua época. Dos tempos de Machado aos dias de  hoje houve uma grande inversão de valores na sociedade. Entre as coisas que se inverteram foi o uso da ironia, que  nesses tempos de PT, os políticos é que ironizam o povo e não raramente debocham  da sociedade e dos cronistas.

No dia 1 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff, ao tomar posse para o seu segundo mandato disse em seu discurso que o lema deste governo seria “Brasil pátria educadora”, Após sair  do Congresso, a presidente se dirigiu ao Planalto e deu posse aos seus ministros. Primeira ironia; o ministro da Educação nomeado por Dilma é o ex governador do Ceará, Cid Gomes, que como todos sabem é só um político, e nunca teve nenhum trabalho voltado para a Educação no país. O ápice da ironia foi atingido quando o governo ao fazer o seus ajustes nas contas cortou 7 bilhões da pasta da Educação. A coisa é de fazer rir, embora fosse para chorar!

Em qualquer conversa,sobre a situação do país, seja entre intelectuias ou em porta de botequim, a conclusão é sempre a mesma; sem resolver o problema da Educação o Brasil continuará a ser  um gigante com os pés de barro. A maioria dos brasileiros estará condenada a viver na miséria e o país nunca ocupará lugar entre as nações desenvolvidas do mundo, embora tenha potencial  para isso.

Infelizmente a Educação não faz parte da prioridade da nossa sociedade, haja vista que esta só valoriza o estudo dos filhos quando estes optam por profissões que dão status social e principalmente dinheiro. A triste conclusão é que as pessoas não estudam para ser educadas, mas sim para ganhar dinheiro.

O Brasil precisa urgente colocar no centro do debate a questão da Educação de seu povo. Na última campanha eleitoral para a eleição para presidente o tema foi debatido palidamente, como se sua importância fosse menor.

No Brasil moderno política virou economia, economia virou finanças, e assim a Educação que seria o grande instrumento de inclusão e transformação social vai ficando de lado, e o país ficando cada vez mais atrasado. E ainda vem a presidente Dilma nomeando um ministro da Educação cujo único compromisso é fazer os deputados de seu partido apoiar  o governo na Câmara. Seria  cômico se não fosse trágico!

Autor: Ivam Galvão

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