O atentado contra o jornal o francês Charlie Hebdo que matou 12 pessoas e feriu outras 11, deixou o mundo perplexo. Chefes de Estado, políticos, personalidades, lideres religiosos de todos os matizes condenaram o ataque terrorista. Segundo todas as informações que nos chegam pela mídia os autores do atentado eram muçulmanos franceses ligados ao grupo terrorista Al Qaeda, treinados no Iêmem.
O jornal é um satírico conhecido por publicar charges com deboches de políticos e de figuras religiosas, considerado por muitos ofensivos, além do mal gosto. Em sua trajetória o jornal publicou charges debochando do papa, da hierarquia judaíca e do profeta Muhammad ( Maomé).
Em varias ocasiões o jornal publicou material considerado ofensivo ao islam e aos muçulmanos, e numa dessas oportunidade, as comunidades muçulmanas da França recorreram a justiça, como se deve fazer todos aqueles que respeitam e acreditam que só a justiça pode trazer a paz, mas de nada adiantou, pois a justiça francesa ignorou o apelo das comunidades muçulmanas e deu ganho de causa ao jornal, considerando que este tinha o direito de dizer o que quisesse, contra quem quisesse e onde quisesse, sendo que a liberdade de expressão é um valor supremo estando acima dos valores de outros povos ou comunidades.
O atentado, um ato abominável, deve ser condenado sobre todos os aspectos, pois não se pode sair por aí matando pessoas em nome do que quer que seja, ou só porque não concordam com a nossa maneira de pensar. Mas, este atentado poderia ter sido evitado caso a justiça francesa tivesse levado em conta os ataques feito pelo jornal contra muçulmanos.
Segundo Thomas Hobbes o homem em seu estado natural é selvagem, egoísta e predador, por isso se criou o Estado, que embora restrinja a liberdade traz segurança ao homem e, com esta a paz e a felicidade. Mas, parece que na França xenófoba não é assim, lá tudo pode, desde que seja contra os outros, pouco importa a fé e os valores considerados sagrados para outros povos, o que importa não é só ter nascido na França, mas também ser branco, ter olhos claros e não ser filho de imigrantes.
Nos dias que sucederam ao ataque terrorista a mídia tem dado destaque aos protestos contra aquilo que eles chamam de extremismo islâmico, transformando a tragédia num espetáculo apoteótico, defendendo o direito do jornal atacar e ofender a quem quiser, pois nem falam o nome dos mortos, mas sim na tal liberdade de expressão.
É bom que fique claro que ninguém aqui esta defendendo a ação dos terroristas, ou se está contra a liberdade de expressão, mas, diante dos fatos cabem as seguintes peguntas: Até onde vai o direito à liberdade de expressão? Será que posso em nome deste ofender pessoas e valores de outros, cujo o resultado gere ódio e violência? É possível ter os meus direitos respeitados desrespeitando os direitos dos outros? Parece que estamos diante de um problema ético, e aqueles que estão indo aos protestos se recusam a pensar sobre o assunto.
É bom lembrarmos que a França, país da liberdade, igualdade e fraternidade, espalha a violência pelo mundo, como no caso da Líbia, Iraque, Síria e a vários países no norte da África antigas colônias francesas, onde se espalhou o ódio racial, violência contra mulheres e crianças, tortura e morte, explorando e se apoderando das riquezas desses países. O resultado agora é este; terrorismo, violência e morte. Eu não concordo com a violência e muito menos com o terrorismo, mas também não concordo com o extremismo praticado pelo jornal contra católicos, judeus, e muçulmanos.
Je ne sui pas Charlie!
Autor: Ivam Galvão
O jornal é um satírico conhecido por publicar charges com deboches de políticos e de figuras religiosas, considerado por muitos ofensivos, além do mal gosto. Em sua trajetória o jornal publicou charges debochando do papa, da hierarquia judaíca e do profeta Muhammad ( Maomé).
Em varias ocasiões o jornal publicou material considerado ofensivo ao islam e aos muçulmanos, e numa dessas oportunidade, as comunidades muçulmanas da França recorreram a justiça, como se deve fazer todos aqueles que respeitam e acreditam que só a justiça pode trazer a paz, mas de nada adiantou, pois a justiça francesa ignorou o apelo das comunidades muçulmanas e deu ganho de causa ao jornal, considerando que este tinha o direito de dizer o que quisesse, contra quem quisesse e onde quisesse, sendo que a liberdade de expressão é um valor supremo estando acima dos valores de outros povos ou comunidades.
O atentado, um ato abominável, deve ser condenado sobre todos os aspectos, pois não se pode sair por aí matando pessoas em nome do que quer que seja, ou só porque não concordam com a nossa maneira de pensar. Mas, este atentado poderia ter sido evitado caso a justiça francesa tivesse levado em conta os ataques feito pelo jornal contra muçulmanos.
Segundo Thomas Hobbes o homem em seu estado natural é selvagem, egoísta e predador, por isso se criou o Estado, que embora restrinja a liberdade traz segurança ao homem e, com esta a paz e a felicidade. Mas, parece que na França xenófoba não é assim, lá tudo pode, desde que seja contra os outros, pouco importa a fé e os valores considerados sagrados para outros povos, o que importa não é só ter nascido na França, mas também ser branco, ter olhos claros e não ser filho de imigrantes.
Nos dias que sucederam ao ataque terrorista a mídia tem dado destaque aos protestos contra aquilo que eles chamam de extremismo islâmico, transformando a tragédia num espetáculo apoteótico, defendendo o direito do jornal atacar e ofender a quem quiser, pois nem falam o nome dos mortos, mas sim na tal liberdade de expressão.
É bom que fique claro que ninguém aqui esta defendendo a ação dos terroristas, ou se está contra a liberdade de expressão, mas, diante dos fatos cabem as seguintes peguntas: Até onde vai o direito à liberdade de expressão? Será que posso em nome deste ofender pessoas e valores de outros, cujo o resultado gere ódio e violência? É possível ter os meus direitos respeitados desrespeitando os direitos dos outros? Parece que estamos diante de um problema ético, e aqueles que estão indo aos protestos se recusam a pensar sobre o assunto.
É bom lembrarmos que a França, país da liberdade, igualdade e fraternidade, espalha a violência pelo mundo, como no caso da Líbia, Iraque, Síria e a vários países no norte da África antigas colônias francesas, onde se espalhou o ódio racial, violência contra mulheres e crianças, tortura e morte, explorando e se apoderando das riquezas desses países. O resultado agora é este; terrorismo, violência e morte. Eu não concordo com a violência e muito menos com o terrorismo, mas também não concordo com o extremismo praticado pelo jornal contra católicos, judeus, e muçulmanos.
Je ne sui pas Charlie!
Autor: Ivam Galvão

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