Há 125 anos um golpe militar apeou do poder o imperador D.Pedro II e instalou a República no Brasil.
Civis republicanos, articuladores do golpe, convenceram um Marechal monarquista a liderar o movimento e proclamar a República.
O Marechal Deodoro da Fonseca, que entrou para a história como o proclamador da República, era na verdade um monarquista e, além de amigo do imperador, nada tinha com o movimento republicano.
Deodoro resistiu até o último instante em liderar o movimento, mas quando soube que o imperador iria nomear o seu desafeto Antonio José Silveira para chefiar o novo gabinete, Deodoro não aceitou e resolveu liderar as tropas contra o império.
O inusitado neste episódio, foi que Deodoro não proclamou a Republica, mas movido por um sentimento de ódio resolveu derrubar o governo. Pois Deodoro era apaixonado pela condessa de Barral, que o preteriu pelo conselheiro Saraiva, que deveria assumir o gabinete no lugar do visconde de Ouro Preto, revoltando o Marechal.
A população brasileira , à época formada por uma grande maioria de ex-escravos analfabetos, não foi se quer lembrada pelos líderes do movimento, pois a ideia dos republicanos era instalar uma Republica baseada no pensamento positivista, fato que explica o slogan de nossa bandeira "Ordem e Progresso".
Nestes anos de período republicano aconteceu de tudo no Brasil, Revoltas, revoluções, golpe de Estado, ditaduras,eleições livres,até impeachment.
A Republica brasileira está consolidada, talvez a sua maior encruzilhada seja a falta de convicções republicanas ao povo brasileiro, pois o conceito de republica vem de rés-publica, que significa "coisa publica" e a coisa publica no Brasil é vista como coisa de ninguém, fazendo com que as elites que governam o país tenham comportamento patrimonialistas ou seja, confundem o que é publico com o que é privado.
Neste 15 de novembro, o povo brasileiro não tem muito à comemorar, pois além dos problemas conjunturais na economia,problemas no sistema de saúde e na educação, o Brasil enfrenta o maior escândalo de corrupção de nossa história republicana - o desvio de dinheiro publico na Petrobrás.
Seria muito interessante se nós brasileiros discutíssemos os nossos feriados de forma política, questionando fatores históricos, alargando o abismo entre o publico e o privado, na perspectiva de construir caminhos para a criação de uma contra elite republicana, e que o próprio povo possa definitivamente gritar " Viva a Rés-publica"!
Autor: Ivam Galvão
Contato: ivamgalvaopoa@gmail.com
Civis republicanos, articuladores do golpe, convenceram um Marechal monarquista a liderar o movimento e proclamar a República.
O Marechal Deodoro da Fonseca, que entrou para a história como o proclamador da República, era na verdade um monarquista e, além de amigo do imperador, nada tinha com o movimento republicano.
Deodoro resistiu até o último instante em liderar o movimento, mas quando soube que o imperador iria nomear o seu desafeto Antonio José Silveira para chefiar o novo gabinete, Deodoro não aceitou e resolveu liderar as tropas contra o império.
O inusitado neste episódio, foi que Deodoro não proclamou a Republica, mas movido por um sentimento de ódio resolveu derrubar o governo. Pois Deodoro era apaixonado pela condessa de Barral, que o preteriu pelo conselheiro Saraiva, que deveria assumir o gabinete no lugar do visconde de Ouro Preto, revoltando o Marechal.
A população brasileira , à época formada por uma grande maioria de ex-escravos analfabetos, não foi se quer lembrada pelos líderes do movimento, pois a ideia dos republicanos era instalar uma Republica baseada no pensamento positivista, fato que explica o slogan de nossa bandeira "Ordem e Progresso".
Nestes anos de período republicano aconteceu de tudo no Brasil, Revoltas, revoluções, golpe de Estado, ditaduras,eleições livres,até impeachment.
A Republica brasileira está consolidada, talvez a sua maior encruzilhada seja a falta de convicções republicanas ao povo brasileiro, pois o conceito de republica vem de rés-publica, que significa "coisa publica" e a coisa publica no Brasil é vista como coisa de ninguém, fazendo com que as elites que governam o país tenham comportamento patrimonialistas ou seja, confundem o que é publico com o que é privado.
Neste 15 de novembro, o povo brasileiro não tem muito à comemorar, pois além dos problemas conjunturais na economia,problemas no sistema de saúde e na educação, o Brasil enfrenta o maior escândalo de corrupção de nossa história republicana - o desvio de dinheiro publico na Petrobrás.
Seria muito interessante se nós brasileiros discutíssemos os nossos feriados de forma política, questionando fatores históricos, alargando o abismo entre o publico e o privado, na perspectiva de construir caminhos para a criação de uma contra elite republicana, e que o próprio povo possa definitivamente gritar " Viva a Rés-publica"!
Autor: Ivam Galvão
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