Mudanças ainda que tardia

O horário eleitoral gratuito, que deveria servir para esclarecer as duvidas do eleitor, divulgar e apresentar ideias dos candidatos, na verdade não passa de um grande espetáculo dirigido e comandado por marqueteiros.

Tudo é ensaiado,tudo é muito bem produzido para parecer perfeito. Pessoas são contratadas para elogiar um candidato e para criticar o outro. Obras inacabadas são sempre mostradas  para mostrar o lado realizador dos candidatos.

Candidatos que concorrem ao legislativo apresentam propostas que só o executivo pode cumprir. E assim vai.

Os três principais candidatos à presidência, Dilma, Marina e Aécio dizem que as coisas precisam mudar, mas desconversam quando lhes perguntam quais as mudanças que farão caso eleitos.

Dilma diz que vai continuar com os programas sociais como; bolsa família, minha casa minha vida, pró-uni etc.

Aécio diz que não só vai manter os programas atuais, mas vai ampliá-los, e ainda promete a bolsa estudante e aumento real para os aposentados. Marina também diz o mesmo.

Na economia, os três prometem exatamente as mesmas coisas; cambio flutuante, meta para a inflação e disciplina fiscal.

Aí o eleitor pergunta: onde estão as mudanças? Uma pergunta difícil de responder, já que os candidatos não falam.

Por mais absurdo que possa parecer a maior mudança  à ser feita no Brasil é a refundação da República,mas para que isto possa acontecer precisaríamos de um grande pacto nacional em favor do Brasil, começando por profundas mudanças no nosso sistema político.

Outro ponto fundamental a ser pactuado é a questão da educação. Precisamos educar a nossa juventude para uma cidadania plena, reafirmando valores como; democracia, justiça e liberdade.Temos que ensinar a nossa juventude a diferença entre Estado e Nação.Temos que criar um profundo abismo entre o público e o privado.

O Brasil precisa de mudanças, mas não esperemos que estas venham com Dilma, Marina e Aécio, muito menos com o pastor Everaldo. As mudanças só acontecerão  no Brasil quando o povo quebrar as barreiras da ideologia positivista das elites dominantes, e, assumir o seu lugar como sujeito de sua própria história.
É imperioso que comecemos já a caminhada para a construção de uma Nação livre, independente e soberana,educada para a cultura da paz, onde todos possam se orgulhar de pertencer. Mudanças ainda que tardia!

Autor Ivam Galvão
Contato: ivamgalvaopoa@gmail.com

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