"Do rio que tudo arrasta chamam de violento, mas ninguém chama de violentas as margens que o oprimem" - Bertold Brecht
Depois de 20 dias de ocupação por terra, o exército israelense retirou suas tropas da faixa de Gaza, rejeitou a ideia do estender o atual cessar fogo de 72 horas, previsto para terminar na próxima sexta-feira, dia 8, pela manhã.
Durante esses 20 dias de conflito foram mortas 1881, do lado de Israel 64 soldados e três civis, e o restantes, civis palestinos. Pela quantidade de pessoas feridas o número de mortos ainda pode aumentar devido a precariedade no atendimento ao socorro as vítimas, entre estas muitas são crianças.
Nestes últimos dias o debate sobre o conflito tem sido bastante acirrado e os dois lados encontram seus defensores. É claro que não se trata de dar razão a este ou a aquele, pois para quem tem como prática a cultura da paz, pouco importa quem tenha razão, num conflito onde vidas humanas são seifadas por motivos inconfessáveis.
Se temos que resposabilizar alguém pelo massacre cometido por Israel contra o povo palestino, temos que começar pelas grandes potencias imperialistas, principalmente Inglaterra e Estados Unidos.
A Inglaterra por ceder a terra dos palestinos aos judeus, que culminou com a criação do país artificial de Israel, e os Estados Unidos por dar apoio político e militar ao Estado sionista.
A violência contra o povo palestino por parte de Israel, criou as condições objetivas para o surgimento de grupos radicais, inclusive o Hamas.
O Hamas em suas estratégias de luta, age do mesmo modo que os sionistas agiram no passado: ou seja o emprego de métodos terroristas.
Agora não se trata de saber quem nasceu primeiro se o ovo ou a galinha. O fato é que tanto a extrema direita de Israel, como a extrema direita do Hamas não desejam a paz. Os dois lados tiram proveito político da situação.
O Hamas não aceita a existência de Israel, que é um absurdo. Israel, que invadiu e tomou a terra dos palestinos com o emprego da força, não aceita a existência de um Estado palestino, o que também é outro absurdo.
O Hamas, que não é um exército regular, não tem quartéis, não tem treinamento, não usa uniformes, a disciplina entre seus membros é aplicada na base da intimidação, ou do fanatismo, tenta enfrentar o quarto exército mais poderoso do mundo, e cada vez que ataca Israel, com seus foguetes quase artesanais, dá motivos para Israel usar toda sua força contra o povo palestino, que o Hamas não representa.
Ora se o objetivo de Israel é promover a limpeza étnica na palestina, a atitude do Hamas em não aceitar o cessar fogo para abrir o caminho para uma negociação de paz, atende perfeitamente aos interesses de Israel, e povo palestino fica feito marisco na briga da maré contra o rochedo. Até agora não apareceu inimigo melhor para Israel!
Autor: Ivam Galvão
Depois de 20 dias de ocupação por terra, o exército israelense retirou suas tropas da faixa de Gaza, rejeitou a ideia do estender o atual cessar fogo de 72 horas, previsto para terminar na próxima sexta-feira, dia 8, pela manhã.
Durante esses 20 dias de conflito foram mortas 1881, do lado de Israel 64 soldados e três civis, e o restantes, civis palestinos. Pela quantidade de pessoas feridas o número de mortos ainda pode aumentar devido a precariedade no atendimento ao socorro as vítimas, entre estas muitas são crianças.
Nestes últimos dias o debate sobre o conflito tem sido bastante acirrado e os dois lados encontram seus defensores. É claro que não se trata de dar razão a este ou a aquele, pois para quem tem como prática a cultura da paz, pouco importa quem tenha razão, num conflito onde vidas humanas são seifadas por motivos inconfessáveis.
Se temos que resposabilizar alguém pelo massacre cometido por Israel contra o povo palestino, temos que começar pelas grandes potencias imperialistas, principalmente Inglaterra e Estados Unidos.
A Inglaterra por ceder a terra dos palestinos aos judeus, que culminou com a criação do país artificial de Israel, e os Estados Unidos por dar apoio político e militar ao Estado sionista.
A violência contra o povo palestino por parte de Israel, criou as condições objetivas para o surgimento de grupos radicais, inclusive o Hamas.
O Hamas em suas estratégias de luta, age do mesmo modo que os sionistas agiram no passado: ou seja o emprego de métodos terroristas.
Agora não se trata de saber quem nasceu primeiro se o ovo ou a galinha. O fato é que tanto a extrema direita de Israel, como a extrema direita do Hamas não desejam a paz. Os dois lados tiram proveito político da situação.
O Hamas não aceita a existência de Israel, que é um absurdo. Israel, que invadiu e tomou a terra dos palestinos com o emprego da força, não aceita a existência de um Estado palestino, o que também é outro absurdo.
O Hamas, que não é um exército regular, não tem quartéis, não tem treinamento, não usa uniformes, a disciplina entre seus membros é aplicada na base da intimidação, ou do fanatismo, tenta enfrentar o quarto exército mais poderoso do mundo, e cada vez que ataca Israel, com seus foguetes quase artesanais, dá motivos para Israel usar toda sua força contra o povo palestino, que o Hamas não representa.
Ora se o objetivo de Israel é promover a limpeza étnica na palestina, a atitude do Hamas em não aceitar o cessar fogo para abrir o caminho para uma negociação de paz, atende perfeitamente aos interesses de Israel, e povo palestino fica feito marisco na briga da maré contra o rochedo. Até agora não apareceu inimigo melhor para Israel!
Autor: Ivam Galvão
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