A CBF e o blá-blá-blá de sempre

Depois da vergonhosa derrota da seleção brasileira por 7x1 para a seleção da Alemanha, o assunto virou  tema até em programas de economia. Os cronistas esportivos gastaram muita tinta e papel falando sobre o assunto. Várias sugestões foram dadas, algumas até interessantes. O algo em comum a todos os que opinaram é que do jeito que está não pode ficar, ou seja as coisas devem mudar.

Diante da vergonha ,da pressão da mídia e dos torcedores brasileiros, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol)  entidade maior na direção do futebol brasileiro, resolveu dar uma resposta afim de acalmar os ânimos.

E o que fez a CBF? Exatamente o que sempre faz sempre que a seleção brasileira fracassa em mundiais; demitiu a comissão técnica.

Ontem (17/07/2014), o presidente da CBF, José Maria Marin, acompanhado do futuro presidente Marco Polo Del Nero, o técnico da seleções de base, Galo e o novo contratado para o recém criado cargo  de coordenador geral de seleções, o ex-goleiro Gilmar Rinaldi, deram uma entrevista coletiva para anunciar as mudanças que serão feitas nas seleções brasileiras, da base passando pela feminina até a principal.

Dos quatro integrantes da mesa o que mais falou foi Gilmar Rinaldi. Falou sobre seus planos, os planos da CBF para o futuro da seleção brasileira etc..

O que mais chamou atenção foi que Gilmar falou durante 8 minutos e durante sua fala ignorou completamente os clubes, como se estes não fizessem parte do futebol brasileiro. Gilmar, que até na quarta-feira a meia noite trabalhava como agente de atletas de futebol, ao ser questionado por jornalistas sobre os interesses conflitantes, Gilmar respondeu que havia mandado um e-mail para seus atletas, que segundo ele não entenderam nada, e que não via nenhum problema de ordem ética, pois a partir de agora seu trabalho será cuidar das seleções da CBF.

Quem assistiu a entrevista pode esperar que além dos nomes do treinador, do médico, do preparador físico, do preparador de goleiros, pouca coisa  a mais vai mudar, pois não parece possível querer mudar o futebol brasileiro sem passar pelos clubes, que são os que fornecem os jogadores para as seleções da CBF. Assim sendo, ou Gilmar é ingenuo, ou está mal informado, ou ainda pode estar abaixo da linha da experência para atuar como gestor de futebol da CBF, além de que colocar um ex-agente de atletas para gerenciar o futebol na CBF, é o equivalente a colocar a raposa para tomar conta do galinheiro, não dá para acreditar que alguem "em deixe um negocio tão milionário da noite para o dia para fazer algo cujo o fracasso já se anuncia." Agora é esperar para ver!

Autor: Ivam Galvão

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