Bacanal na política brasileira

A ex-senadora Marina Silva ao não conseguir viabilizar o seu partido, o Rede Sustentabilidade, filiou-se ao PSB de Eduardo Campos.

À época Marina Silva saiu propalando aos quatro cantos que aquela aliança se dava em cima de princípios programáticos, que não era simplesmente para a disputa das eleições presidenciais. Bem, aí existe duas hipóteses prováveis; ou Marina foi ingenua a ponto de ser enganada por Eduardo Campos, ou Marina faltou com a verdade ao condenar a política tradicional  brasileira.

Atualmente no Brasil os partidos políticos estão cada dia mais esvaziados em seus conteúdos ideológicos, acentuando de forma cada vez mais vigorosa o fisiologismo das agremiações partidárias e apontam o pragmatismo como o único caminho para as coligações eleitorais.

O pragmatismo usado pelos partidos políticos criam uma enorme confusão na cabeça do povo. As pessoas mais simples não conseguem entender como aqueles que se dizem diferentes lhes parece tão iguais.

O que assistimos hoje no Brasil é um verdadeiro bacanal político, regado a fisiologismo e interesses de classe, com o tempero amargo da omissão e mentiras.

Os três principais candidatos na disputa presidencial se dizem diferentes, mas se revelam iguais em suas alianças pontuais pelo país afora, desde que essas atendam seus interesses inconfessáveis e lhes garanta palanque e tempo de televisão, a moeda de troca mais valiosa nestes tempos democráticos.

Dilma Rouseff, a cria de Lula, Aécio Neves e Eduardo Campos, ambos netos de duas raposas felpudas da política brasileira, Tancredo Neves e Miguel Arraes respectivamente, buscam junto a marqueteiros um discurso que possa empolgar o desalentado eleitor brasileiro. Para isso, mentem, omitem a verdade e dissimulam os fatos. Tudo vale na luta para conquistar ou se manter no poder.

O PSB do bom moço Eduardo Campos e Marina Silva diz que não é igual ao PT e nem igual ao PSDB, mas vai indicar o vice-governador na chapa de Geraldo Alckmin em São Paulo e no Rio de Janeiro o PSB participa da chapa majoritária de Lindenbeg Faria indicando o ex-jogador Romário ao Senado.

Agora  bizarro mesmo é o PTB, que entregou uma carta à presidente Dilma, dizendo deixar a base de apoio por ter divergências com o governo, mas por incrível que pareça o partido está aliado ao PT em 9 Estados da Federação.

O PT quando estava fora do poder era o paladino da moralidade, satanizava a todos que não comungasse com suas ideias, mas, ao chegar ao poder o PT, assim como  o PSDB, ressuscitou a oligarquia mais atrasada e conservadora encarnados nas figuras de: José Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Paulo Maluf e Fernando Collor de Melo.

Enquanto isso o Brasil continua a não ter um grande projeto nacional, pessoas continuam morrendo em filas de hospitais, a corrupção continua aumentando, os ricos cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres.

Já está na hora de se fazer no Brasil a grande reforma política que seja levada em consideração a voz do povo e assim como na Roma antiga por fim a este "bacanal político" que muito tem atrapalhado o Brasil!

Autor: Ivam Galão

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