Sem Orgulho de ser brasileiro

Em abril de 1500 os portugueses que estavam à caminho das Índias sem querer chegaram ao Brasil. Aproveitando que por aqui estavam resolveram invadir a terra.

Ao aqui chegar encontraram os autóctones, que somavam aproximadamente cinco milhões de almas. Esses autóctones pertenciam a várias e diferentes etnias. Eram povos de diferentes culturas, cada um tinha sua própria língua, sua própria mitologia, sua arte e seu modo de viver.

Como os portugueses achavam que haviam chegado às Índias  chamaram os povos nativos de índios, como ainda hoje são chamados.

O processo de invasão do que viria a ser o Brasil, não se deu de forma pacífica, muito pelo contrario, houve muita violência por parte dos invasores que desejavam a terra e as riquezas nelas contidas.

Muitos dos povos indígenas que habitavam o litoral brasileiro foram totalmente exterminadas. Muitas tribos foram escravizadas e colocadas para trabalhar na exploração da madeira pelos portugueses.

Embora os povos indígenas resistissem com bravura e altivez ao predador branco, o poderio dos invasores era muito superior em organização militar, em equipamentos, machado, foice e enxada, coisas que hoje são simples e rudimentares em termos de ferramentas, eram coisas totalmente desconhecidas pelos indígenas.

A matança, a violência, o extermínio do começo da colonização continua até os dias de hoje. Muitos povos estão sendo expulsos de suas terras históricas que são ocupadas por grileiros e latifundiários e jogados à beira das estradas como povo sem terra.

Fosse só a luta pela terra já seria algo  de grande relevância, pois os povos indígenas são os verdadeiros donos destas terra Brasil.

No Mato Grosso do Sul o povo Guarani-Kaiowá, corre um serio  risco de ser exterminado. Latifundiário, grileiros em conluio com autoridades corruptas expulsaram-os de seus territórios que historicamente lhes pertence e usando os métodos mais execráveis que a humanidade tem conhecimento. Tortura, estupros de meninas e mulheres, pessoas sendo queimadas vivas, assassinato de lideres, tudo isto ocorre sob os olhos da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) que, ao invés de proteger o índio, protege os grileiros e latifundiários.

O povo Guarani-Kaiowá está gritando. Gritando contra a violência, gritando contra a fome, gritando por justiça.

A luta do povo Guarani-Kaiowá é uma luta de todos nós, é a luta dos brasileiros de bem. É a luta daqueles que sonham em construir uma sociedade  livre de preconceitos, uma sociedade livre, justa e solidária. A dor do povo Guarani-Kaiowá é a nossa dor, vamos gritar juntos com nossos irmãos que sofrem.

Este ano é ano de eleições é hora de colocarmos na agenda dos políticos a causa do povo indígena deste país, pois enquanto houver um só ser humano sendo violentado no direito à vida , qualquer reunião para discutir quaisquer assunto não passará  hipocrisia.

Autor: Ivam Galvão

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