A organização criminosa mais conhecida em São Paulo e que atua em todo Brasil é sem duvida o Primeiro Comando da Capital - o P.C.C.
Criado no ano de 1993, no anexo da Casa de Custódia de Taubaté, interior de São Paulo, a facção nasceu com o proposito de defender os direitos dos presos.
De inicio, ignorado pelas autoridades, os membros da facção se aproveitaram e estenderam seus tentáculos dentro e fora dos presídios, e hoje além de São Paulo atuam em Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.
As quadrilhas filiadas ao PCC, na sua maioria, praticam o comércio ilícito de drogas e trafico de armas, mas atuam também no roubo de cargas, roubos a bancos e sequestro.
Parte do dinheiro arrecadado pelos seus membros na pratica de crimes, vai para a compra de drogas e de armas. Uma outra parte é usada para assistir as famílias de presos que estão necessitadas. Fazem também alguns programas sociais em favelas onde atuam, usando tais programas como moeda de troca, tipo"você não fala nada e eu te ajudo".
Os integrantes da facção são na maioria homens, têm baixa escolaridade, são violentos, gananciosos e sem escrúpulos. São verdadeiros facínoras.
Mas, muito antes do PCC, ou qualquer outra facção criminosa, já havia criminosos atuando de forma organizada em todo o território nacional.
Sim, mas ao contrario dos membros do PCC, estes vêm de famílias bem estruturadas, falam corretamente, alguns até fluentes em inglês e francês, possuem curso de graduação,mestrado e doutorado, são apreciadores de bons vinhos, vestem ternos de bom corte e gravatas de seda italiana,comem salmão defumado e tomam champangne francês.
São tratados por excelência, doutores, ocupam gabinetes com ar condicionado, andam com motorista e seguranças.
Alguns desses homens conquistam seus cargos por eleição, outros por apadrinhamento,alguns até por concurso público, e estão incrustados na trindade do poder.
Esses criminosos se agrupam e formam quadrilhas e atuam de forma bem organizada nas três esferas de poder, municipal, estadual e federal. Suas especialidades; desviar dinheiro público. Roubar o Estado brasileiro. São chamados de colarinho branco, mas eu prefiro chamá-los de gravatas de seda, pois eles sempre mudam a cor do colarinho.
As quadrilhas formadas por esses homens se cercam dos melhores advogados, muitos dos quais especialistas em lavagem de dinheiro. Contratam "laranjas", abrem empresas offshore em paraísos fiscais, se associam a doleiros, lavam o dinheiro sujo e trazem de volta para o Brasil.
Quando são pegos na pratica do crime negam tudo, se declaram pessoas de bem e vitimas de perseguição por parte de adversários, raramente vão para a cadeia.
E o que têm em comum os criminosos de gravatas de seda e os criminosos do PCC ?
Ambos com suas ações maléficas destroem vidas humanas e, colaboram para a desorganização da sociedade.
As vitimas do PCC, as que são sequestradas e assaltadas, bem como os gerentes de empresas de valores, ficam sequeladas pelo resto da vida, enfrentam problemas psicológicos e de saúde. Os viciados em droga , quando não morrem precocemente, viram escravos da drogas e levam uma vida inútil.
Já as vitimas dos gravatas de seda morrem nas filas dos hospitais por falta de atendimento médico, por falta de medicamentos e de equipamentos para diagnosticar doenças.
Crianças ficam sem escolas, sem merenda escolar, famílias ficam sem moradias, o Estado diminui a sua capacidade de investir em infraestrutura, vitimando todo o conjunto da sociedade.
Talvez a nossa visão míope e preconceituosa não nos deixe enxergar melhor os criminosos de gravata de seda, pois quando se fala em crime organizado lembramos logo do PCC, esquecendo que os gravatas de seda são tão perniciosos quanto os primeiros.
Criminosos são criminosos, pouco importa se de gravata de seda ou de sandália havaianas, só que uns quando são pegos vão para um presídio de segurança máxima, e outros vão para Europa e ficam em mansões com máxima segurança.
Autor: Ivam Galvão
Criado no ano de 1993, no anexo da Casa de Custódia de Taubaté, interior de São Paulo, a facção nasceu com o proposito de defender os direitos dos presos.
De inicio, ignorado pelas autoridades, os membros da facção se aproveitaram e estenderam seus tentáculos dentro e fora dos presídios, e hoje além de São Paulo atuam em Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.
As quadrilhas filiadas ao PCC, na sua maioria, praticam o comércio ilícito de drogas e trafico de armas, mas atuam também no roubo de cargas, roubos a bancos e sequestro.
Parte do dinheiro arrecadado pelos seus membros na pratica de crimes, vai para a compra de drogas e de armas. Uma outra parte é usada para assistir as famílias de presos que estão necessitadas. Fazem também alguns programas sociais em favelas onde atuam, usando tais programas como moeda de troca, tipo"você não fala nada e eu te ajudo".
Os integrantes da facção são na maioria homens, têm baixa escolaridade, são violentos, gananciosos e sem escrúpulos. São verdadeiros facínoras.
Mas, muito antes do PCC, ou qualquer outra facção criminosa, já havia criminosos atuando de forma organizada em todo o território nacional.
Sim, mas ao contrario dos membros do PCC, estes vêm de famílias bem estruturadas, falam corretamente, alguns até fluentes em inglês e francês, possuem curso de graduação,mestrado e doutorado, são apreciadores de bons vinhos, vestem ternos de bom corte e gravatas de seda italiana,comem salmão defumado e tomam champangne francês.
São tratados por excelência, doutores, ocupam gabinetes com ar condicionado, andam com motorista e seguranças.
Alguns desses homens conquistam seus cargos por eleição, outros por apadrinhamento,alguns até por concurso público, e estão incrustados na trindade do poder.
Esses criminosos se agrupam e formam quadrilhas e atuam de forma bem organizada nas três esferas de poder, municipal, estadual e federal. Suas especialidades; desviar dinheiro público. Roubar o Estado brasileiro. São chamados de colarinho branco, mas eu prefiro chamá-los de gravatas de seda, pois eles sempre mudam a cor do colarinho.
As quadrilhas formadas por esses homens se cercam dos melhores advogados, muitos dos quais especialistas em lavagem de dinheiro. Contratam "laranjas", abrem empresas offshore em paraísos fiscais, se associam a doleiros, lavam o dinheiro sujo e trazem de volta para o Brasil.
Quando são pegos na pratica do crime negam tudo, se declaram pessoas de bem e vitimas de perseguição por parte de adversários, raramente vão para a cadeia.
E o que têm em comum os criminosos de gravatas de seda e os criminosos do PCC ?
Ambos com suas ações maléficas destroem vidas humanas e, colaboram para a desorganização da sociedade.
As vitimas do PCC, as que são sequestradas e assaltadas, bem como os gerentes de empresas de valores, ficam sequeladas pelo resto da vida, enfrentam problemas psicológicos e de saúde. Os viciados em droga , quando não morrem precocemente, viram escravos da drogas e levam uma vida inútil.
Já as vitimas dos gravatas de seda morrem nas filas dos hospitais por falta de atendimento médico, por falta de medicamentos e de equipamentos para diagnosticar doenças.
Crianças ficam sem escolas, sem merenda escolar, famílias ficam sem moradias, o Estado diminui a sua capacidade de investir em infraestrutura, vitimando todo o conjunto da sociedade.
Talvez a nossa visão míope e preconceituosa não nos deixe enxergar melhor os criminosos de gravata de seda, pois quando se fala em crime organizado lembramos logo do PCC, esquecendo que os gravatas de seda são tão perniciosos quanto os primeiros.
Criminosos são criminosos, pouco importa se de gravata de seda ou de sandália havaianas, só que uns quando são pegos vão para um presídio de segurança máxima, e outros vão para Europa e ficam em mansões com máxima segurança.
Autor: Ivam Galvão
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