A omissão dos políticos

Os políticos quando tomam posse nos cargos, não importa que seja de vereador ou presidente da República fazem um juramente solene, e, nele, prometem respeitar e cumprir  a Constituição brasileira, coisa que as vezes nem sempre acontece.

Na minha modesta opinião deveria ser acrescentado algo no texto que os políticos repetem solenemente, mas que talvez nem prestem atenção em seu conteúdo, deveriam dizer; prometo não mentir e nem omitir nada ao povo, cumprir e respeitar as Constituição e as leis.

Claro que isto por si só não garantiria que eles só dissessem a verdade, mas ajudaria muito. Poderíamos apontar o dedo na cara de político canalha e dizer; você mentiu! E assim criar-lhe um constrangimento.

No Brasil da reeleição, governantes, através de consultores de comunicação constroem uma verdadeira obra de engenharia de marketing para esconder aquilo que até os tolos percebem.

A presidente Dilma Rousseff tem feito várias acrobacias para tentar  explicar ao Brasil os gastos excessivos com a Copa, os rumos da economia, a crise no setor elétrico e o escândalo na Petrobrás.
Embora com discursos bem elaborados fica cada vez mais difícil  dar as explicações, uma vez que cada dia que passa aumenta no povo brasileiro a sensação de que está sendo enganado.

Na quarta-feira desta semana, o ministro chefe da Casa Civil, Aloísio Mercadante, declarou ao jornal Folha de São Paulo que o governo administrava os preços da energia elétrica e dos combustíveis para conter a inflação de forma estratégica para proteger os consumidores.

O ministro Mercadante com seu discurso bem articulado, nas entrelinhas disso o seguinte: o governo está controlando os preços dos combustíveis e da energia elétrica por causa da eleição que se aproxima, e o PT que se manter no poder custe o que custar. Chega a ser hilário!
Parece que a fala de Mercadante não pegou bem no governo, haja vista que no dia seguinte o ministro Guido Mantega, da Fazenda disse o contrário ao mesmo jornal.

Em São Paulo fato semelhante ocorre com o governo de Geraldo Alckmim. Só que aqui os problemas são a água e a segurança pública.

Este ano está sendo atípico.Verão super quente, poucas chuvas, consumo excessívo de água, desperdício, tudo isso somado a incompetência dos técnicos  levaram o Estado mais populoso do país à crise da água.

A crise de abastecimento de água  em São Paulo é grave e preocupante, o sistema Cantareira que abastece mais de 9 milhões de pessoas está baixíssimo e as perspectivas de chuva são poucas tirando o sono de técnicos e especialistas.

O governo Geralfo Alckmim parece estar perdido diante do problema, desde de que a crise se alastrou o governador vem concedendo entrevistas com informações desencontradas, sempre procurando responsabilizar a natureza pela incompetência e a falta de investimentos no setor durante os governos de seu partido há 20 anos no poder em São Paulo.

Na área de segurança publica é a mesma coisa. O governo diz que a criminalidade diminuiu, que estão morrendo menos pessoas vítimas de assassinatos. Diz o governador que tudo isso é fruto de um bom trabalho que está sendo realizado na área de segurança, com o aumento de efetivo da PM, dotando a polícia civil com melhores equipamentos etc e tal.

Só que a população nas ruas percebem exatamente o contrario, a sensação de insegurança tem aumentado e muito, principalmente nos bairros periféricos da capital e nas cidades de porte médio do interior .

A falta de policiamento, a falta de viaturas, o baixo índice de esclarecimento de crimes pela policia civil, sem duvida são fatores que contribuem para o aumento da criminalidade. Mas, como estamos num ano de eleições vale tudo para garantir a reeleição, ficar no poder por mais quatro anos, nem que para isso se precise mentir  ou omitir os fatos.

Autor: Ivam Galvão

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