| Monumento Tortura Nunca Mais -Rua da Aurora - Recife (PE) |
Os Estados Unidos, país que se arvora em ser o paladino dos direitos humanos e metido a xerife do mundo,mantém um verdadeiro campo de concentração na Ilha de Guantánamo onde militares americanos praticam todo tipo de tortura contra presos que ali se encontram sem acusação formal, sem processo tido por eles como terroristas. No período da ditadura militar brasileira, os EUA, mandaram para o Brasil oficiais para ensinar militares brasileiros como se torturava um preso.Sendo que um desses oficiais foi morto pelo pessoal da resistência .
No Brasil a pratica da tortura chega com a escravidão, onde homens e mulheres escravizados eram torturados, muitas vezes em praça pública para servirem de exemplo a outros escravos rebeldes.
No mês de novembro de 1910 um grupo de marinheiros, liderados por João Cândido,se rebelaram contra os castigos físicos na marinha, episódio histórico que ficou conhecido como a " Revolta da Chibata", e em pleno período republicano, alguns marinheiros sobreviventes ao episódio foram vendidos como escravos pelo próprio governo brasileiro, mesmo após a escravidão já ter sido abolida no Brasil há 12 anos.
Durante a ditadura militar no Brasil que durou de março de 1964 a março de 1985, milhares de pessoas foram perseguidas, presas, mortas e barbaramente torturadas pela coragem e ousadia de enfrentar um regime autoritário que se impôs através de um golpe.
Quem eram essas pessoas? Eram estudantes, professores universitários, intelectuais, artistas, militares, lideres sindicais, religiosos, pertencentes à classe média brasileira e de certa forma com vínculo político -ideológico ligado a partidos e organizações de esquerda.
Foi um período de terror.Até hoje a ferida não quer cicatrizar . Aqueles que sobreviveram aos momentos de horror nas câmaras de tortura carregam sequelas permanentes, outros enlouqueceram, alguns poucos conseguiram superar o trauma e levam uma vida normal.
Pelo fato da maioria dessas pessoas serem oriundas da classe média a grita contra a tortura foi geral, advogados renomados eram contratados por organizações, famílias se mobilizaram, denuncias em organizações internacionais de direitos humanos, setores progressistas da igreja católica, todos entraram na luta contra a tortura.
Acontece que muito antes dos militares aplicarem a tortura contra presos políticos, presos comuns já eram torturados em distritos policiais ou em lugares previamente escolhidos por policiais torturadores, as expressões pau-de-arara, telefone,lambreta já eram conhecidas por presos comuns.Haja vista que a ditadura militar convocou um dos maiores torturador de presos da época, que era o delegado Sergio Paranhos Fleury, que de um reles bandido, acharcador e assassino,foi transformado no grande herói da repressão.
Torturar alguém não é um ato desumano, muito pelo contrário a tortura é um ato pré elaborado no cérebro do torturador, este pensa antes o que vai fazer e em que local do corpo da vítima pode lhe causar mais dor, coisa que só os humanos podem fazer.
Nos dias de hoje policiais civis e militares continuam torturando presos comuns em delegacias e distritos policiais, o caso mais emblemático é o do pedreiro Amarildo, torturado e assassinado por policiais militares no Rio de Janeiro.
Quase que diariamente jovens negros e pobres são vitimas de tortura por parte de policiais, a diferença é que por eles ninguém grita, pois são negros... está na cara que são culpados.
Autor: Ivam Galvão / Foto: História Digital
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