Juvenal foi um dos primeiros moradores do Jardim Santa Madalena. Quando ainda estava noivo de Geni, que viria ser sua esposa, Juvenal juntou um dinheiro comprou um terreno e construiu sua casa. No começo tudo era difícil. O lugar era carente de toda infra-estrutura, não tinha ônibus, as ruas eram todas sem asfalto, não tinha escola e nem se quer um comercio. Para ir até a estação de trem Juvenal e outros poucos moradores se deslocavam de bicicleta. Passado dez anos o bairro está totalmente mudado. Agora tem tudo. Escola,creche, posto de saúde, ônibus para vários lugares, ruas totalmente pavimentadas e um bom comercio.
Casado com Geni há pouco mais de quinze anos, o casal não tem filhos. Juvenal é o tipo bom marido, durante a semana é do trabalho para casa, saí todos os dias de madrugada, seu trem passa as cinco horas, trabalha na Barra Funda, só chega em casa depois das oito da noite. Aos sábados Juvenal aproveita para descansar, aos domingos pela manhã futebol com os amigos e a noite vai à missa com a esposa Geni.
Geni conheceu Juvenal ainda na adolescência, frequentavam as reuniões da juventude católica, ela namorava Ronaldo e os três eram amigos, mas Ronaldo morreu assassinado num assalto. Passado algum tempo Juvenal e Geni começaram a namorar e logo se casaram.
Mulher de poucas amigas Geni não costumava sair muito de casa, ia sempre ao mercado e com mais frequência à farmácia do bairro, pois estava sempre reclamando enxaqueca, não passava sem analgésicos. Dudu o balconista da farmácia já sabia, quando Geni chegava corria para atendê-la, pois o remédio era sempre o mesmo.
Dia sim dia não sempre quando Juvenal chegava em casa encontrava Geni estirada na cama com dor de cabeça se queixando da enxaqueca.Virava mexia estava no posto de saúde do bairro para uma consulta medica. Juvenal cuidava bem da esposa, tratava-a com todo carinho, lavava louça, cuidava da casa sempre que Geni estava com suas dores.
Numa segunda-feira após cuidar de Geni, como sempre fazia Juvenal saiu de casa pela madrugada e foi para a estação. Quando lá chegou tomou um enorme susto, pois a estação estava super lotada, os trens não estavam circulando. Sem alternativa, não restou outra saída se não a de voltar para casa.
Seria melhor que Juvenal tivesse ido a pé para o trabalho, mas o destino as vezes nos reserva coisas que só ele mesmo explica.
Ao descer do ônibus cujo o ponto ficava bem próximo a sua casa Juvenal notou que havia algo errado. Deixara Geni na cama com dor de cabeça, deixara as luzes apagadas, agora tudo estava aceso, ouvia barulho vindo da sala. Logo pensou; havia ladrão na casa. precisava agir com cautela para não por a vida de Geni em risco.
De repente abre a porta da sala, e se depara com a cena: Geni ,que ficara quase morrendo de dor de cabeça, vestida numa langerie vermelha das mais generosas esbanjando sensualidade deitada com Dudu o balconista da farmácia no sofá da sala.
Num primeiro momento Juvenal teve a sensação de estar sonhando. Não aquilo não era um sonho, era um terrível pesadelo. Dudu e Geni ali imóveis, ela num gesto automático empurra Dudu, que de cueca perdera o equilíbrio e acaba caindo. Juvenal recuperado do susto se enche de fúria e parte pra cima de Dudu, que pede pelo amor de Deus, para que Juvenal não o mate. Geni apavorada não sabe o que fazer corre para o quarto do casal. Quando Juvenal vai ter com ela, Dudu aproveita a porta aberta e sai correndo. Geni chora diante de Juvenal. Mentirosa? Falsa? Fraidora? Adultera, gritava furioso Juvenal.
Quando lembrava das vezes que Geni lhe negara sexo dizendo estar com a dor da enxaqueca Juvenal ficava mais furioso. Adultera, adultera, era a única palavra que saía de sua boca.
Bem o dia amanheceu, Geni se trancara no quarto.Juvenal ainda tomado pela raiva,chorava, nunca imaginou que poderia ser traído pela mulher que tanto amava, que tanto se preocupava, que tratava com tanto carinho. Não, não merecia passar por tudo aquilo.
Passada três horas daquele momento da cena abjeta, Juvenal foi conversar com Geni, esta chorou, disse que fora fraca, que foi tentada pelo demônio, que não sabia como tudo aquilo havia acontecido. Juvenal por sua vez dizia que ele como homem precisava tomar uma atitude, não podia deixar barato, afinal pegara a esposa em pleno ato de adultério.
Nervoso Juvenal sai as pressas deixando Geni no quarto. Meia hora depois vem Juvenal de volta, acompanhado de dois homens que descem de um pequeno caminhão, Juvenal num gesto brusco diz aos homens - " é isso aí, podem levar" e aponta para o sofá.
Juvenal resolveu tomar uma atitude drástica,nunca mais aconteceria aquilo em sua casa, tinha que ser radical, não queria a testemunha do pecado em sua sala, assim fez o que o seu coração mandava...tirou o sofá da sala.
A estorinha do sofá do Juvenal ilustra bem o caso do escândalo da Petrobrás. A presidente da Companhia, Graça Foster, em seu depoimento no Senado afirmou que a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás não foi um bom negocio. Isso tá mais que na cara, e que o diretor de assuntos internacionais da empresa, Paulo Roberto Costa apos ter omitido duas clausulas contratuais que levaram a empresa e acionistas a terem prejuízos enormes, teve o castigo que merecia. Sabe o que aconteceu com ele? Foi colocado em outro cargo , agora é diretor da BR Internacional, ou seja a presidente da Petrobrás tirou o sofá da sala.
Autor: Ivam Galvão
Casado com Geni há pouco mais de quinze anos, o casal não tem filhos. Juvenal é o tipo bom marido, durante a semana é do trabalho para casa, saí todos os dias de madrugada, seu trem passa as cinco horas, trabalha na Barra Funda, só chega em casa depois das oito da noite. Aos sábados Juvenal aproveita para descansar, aos domingos pela manhã futebol com os amigos e a noite vai à missa com a esposa Geni.
Geni conheceu Juvenal ainda na adolescência, frequentavam as reuniões da juventude católica, ela namorava Ronaldo e os três eram amigos, mas Ronaldo morreu assassinado num assalto. Passado algum tempo Juvenal e Geni começaram a namorar e logo se casaram.
Mulher de poucas amigas Geni não costumava sair muito de casa, ia sempre ao mercado e com mais frequência à farmácia do bairro, pois estava sempre reclamando enxaqueca, não passava sem analgésicos. Dudu o balconista da farmácia já sabia, quando Geni chegava corria para atendê-la, pois o remédio era sempre o mesmo.
Dia sim dia não sempre quando Juvenal chegava em casa encontrava Geni estirada na cama com dor de cabeça se queixando da enxaqueca.Virava mexia estava no posto de saúde do bairro para uma consulta medica. Juvenal cuidava bem da esposa, tratava-a com todo carinho, lavava louça, cuidava da casa sempre que Geni estava com suas dores.
Numa segunda-feira após cuidar de Geni, como sempre fazia Juvenal saiu de casa pela madrugada e foi para a estação. Quando lá chegou tomou um enorme susto, pois a estação estava super lotada, os trens não estavam circulando. Sem alternativa, não restou outra saída se não a de voltar para casa.
Seria melhor que Juvenal tivesse ido a pé para o trabalho, mas o destino as vezes nos reserva coisas que só ele mesmo explica.
Ao descer do ônibus cujo o ponto ficava bem próximo a sua casa Juvenal notou que havia algo errado. Deixara Geni na cama com dor de cabeça, deixara as luzes apagadas, agora tudo estava aceso, ouvia barulho vindo da sala. Logo pensou; havia ladrão na casa. precisava agir com cautela para não por a vida de Geni em risco.
De repente abre a porta da sala, e se depara com a cena: Geni ,que ficara quase morrendo de dor de cabeça, vestida numa langerie vermelha das mais generosas esbanjando sensualidade deitada com Dudu o balconista da farmácia no sofá da sala.
Num primeiro momento Juvenal teve a sensação de estar sonhando. Não aquilo não era um sonho, era um terrível pesadelo. Dudu e Geni ali imóveis, ela num gesto automático empurra Dudu, que de cueca perdera o equilíbrio e acaba caindo. Juvenal recuperado do susto se enche de fúria e parte pra cima de Dudu, que pede pelo amor de Deus, para que Juvenal não o mate. Geni apavorada não sabe o que fazer corre para o quarto do casal. Quando Juvenal vai ter com ela, Dudu aproveita a porta aberta e sai correndo. Geni chora diante de Juvenal. Mentirosa? Falsa? Fraidora? Adultera, gritava furioso Juvenal.
Quando lembrava das vezes que Geni lhe negara sexo dizendo estar com a dor da enxaqueca Juvenal ficava mais furioso. Adultera, adultera, era a única palavra que saía de sua boca.
Bem o dia amanheceu, Geni se trancara no quarto.Juvenal ainda tomado pela raiva,chorava, nunca imaginou que poderia ser traído pela mulher que tanto amava, que tanto se preocupava, que tratava com tanto carinho. Não, não merecia passar por tudo aquilo.
Passada três horas daquele momento da cena abjeta, Juvenal foi conversar com Geni, esta chorou, disse que fora fraca, que foi tentada pelo demônio, que não sabia como tudo aquilo havia acontecido. Juvenal por sua vez dizia que ele como homem precisava tomar uma atitude, não podia deixar barato, afinal pegara a esposa em pleno ato de adultério.
Nervoso Juvenal sai as pressas deixando Geni no quarto. Meia hora depois vem Juvenal de volta, acompanhado de dois homens que descem de um pequeno caminhão, Juvenal num gesto brusco diz aos homens - " é isso aí, podem levar" e aponta para o sofá.
Juvenal resolveu tomar uma atitude drástica,nunca mais aconteceria aquilo em sua casa, tinha que ser radical, não queria a testemunha do pecado em sua sala, assim fez o que o seu coração mandava...tirou o sofá da sala.
A estorinha do sofá do Juvenal ilustra bem o caso do escândalo da Petrobrás. A presidente da Companhia, Graça Foster, em seu depoimento no Senado afirmou que a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás não foi um bom negocio. Isso tá mais que na cara, e que o diretor de assuntos internacionais da empresa, Paulo Roberto Costa apos ter omitido duas clausulas contratuais que levaram a empresa e acionistas a terem prejuízos enormes, teve o castigo que merecia. Sabe o que aconteceu com ele? Foi colocado em outro cargo , agora é diretor da BR Internacional, ou seja a presidente da Petrobrás tirou o sofá da sala.
Autor: Ivam Galvão
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