Eustaquinópolis, a cidade do sonho impossível

Eustaquinópolis é uma pequena cidade situada ao extremo leste da cidade de Jambom. Tem aproximadamente cem mil habitantes, o gentílico é eustáquinopolense, a moeda circulante é a merreca(mr$), a língua falada é um dialeto mais ou menos parecido com o português ,diferente nas conjugação dos verbos (ex: muitas pessoas foi, ou expressões copo de prástico, praça pobrema, assim por diante).

O povo eustaquinopolense é ordeiro e trabalhador, a grande maioria tem que trabalhar fora em busca do sustento da família, pois pelas características da cidade ela não oferece emprego para todos. Apesar de ser uma cidade pequena, conta com uma boa infraestrutura, tem uma boa coleta de esgoto, boas escolas, postos de saúde, transporte e uma guarda municipal para cuidar da segurança de seus cidadãos.

O prefeito é o senhor Dudu Poucatelha, um empresário da área de diversões. Um déspota não esclarecido que controla o poder executivo com mão de ferro e o poder legislativo oferecendo cargos e vantagens para alguns vereadores.

Todas as sextas-feiras o prefeito Dudu manda seus assessores para as sessões da câmara afim de ficar informado sobre tudo o que se passa. Entre seus assessores o que mais se destaca é Pedro Meia-Garrafa, um homem de conversa tosta, sem graça, quando um vereador fala da tribuna a favor do prefeito ele grita lá da plateia “muito bem, falou bunito em vereadô”.

Quando alguém fala contra ele chama de mentiroso. Pedro Meia-Garrafa é daqueles assessores inúteis, quando o prefeito sai do gabinete para ir ao banheiro, Meia Garrafa diz: Deus acompanhe meu prefeito.

Meia Garrafa não perde uma sessão da câmara, esse espetáculo deprimente acontece todas as sextas-feiras.

Se existe algo de positivo em Eustaquinópolis é sua vocação multicultural, haja vista a composição da câmara de vereadores que é formada por representantes de vários seguimentos da sociedade local.

Entre os que mais se destacam são: Julio Pompilho de Castro, representante dos camelôs, Nabor Bulhões, comerciante, Ktsuko Kukimata, representante dos produtores rurais,vPedro do Tanqinho, esportista, Dra Madalena do Rosário, médica, Aliomar Botelho Pinto, pastor evangélico, Jorge Bicalho, empresário, Tonico Laranjeira, empresário. Tem ainda um deles que é conhecido na cidade por ter adotado o nome de um artista famoso de filme da televisão,vé bastante curioso, chama-se Nelson Rim-Tim-Tim e representa os trabalhadores autônomos

Em Eustaquinópolis tudo é diferente, talvez seja o único lugar no mundo onde tenha um jornal semanal que tem uma coluna diária, lançada pelo jornalista Paulo Boanova, a coluna trata de assuntos da política local.

Outro fato bastante inusitado,foi quando o vereador Tonico Laranjeira oficiou aos organismos internacionais para que o dialeto local fosse reconhecido como uma língua. Recebeu como resposta que um dialeto só é reconhecido como língua quando tem marinha e exército. O vereador promete não desistir, vamos aguardar pra ver!

Autor: Ivam Galvão

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